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Aprendizagem (Vocabulário Piagetiano)

15/07/2010 Ana Elisabeth Santos de Oliveira Lima


APRENDIZAGEM

nível de desenvolvimento dedução percepção

learning insight reflexos condicionados

behaviorista maturação equilibração, majorante

indução conservações

É preciso definir "aprendizagem" ou vê-la diferentemente. Inicialmente, ela depende do nível de desenvolvimento (da competência ou sensibilização). Os behavioristas esquecem que há também um "esforço" interno. Piaget distingue sete tipos de "aprendizagem", uma das quais apenas (aprendizagem em sentido estrito, ou learning) corresponde à noção behaviorista de aprendizagem. Como a noção de aprendizagem está ligada a um pseudo mecanismo de "associação" (noção que já existe em Psicologia), provavelmente será uma expressão que desaparecerá da psicologia. Piaget acha extremamente equivocada a expressão "aprendizagem", tão freqüente na Psicologia empirista: uma indução, uma dedução, um insight... são aprendizagens? Aprender a andar (função ligada à maturação) é aprendizagem? A passagem pré-lógica à lógica (aquisição das conservações) é aprendizagem? A percepção é aprendizagem? Ou só os reflexos condicionados são aprendizagens? Daí Piaget falar sempre em "aumento do conhecimento" (função), analisando como isto ocorre (estrutura). Para ele, todo mecanismo de "aumento de conhecimento" é sempre a equilibração majorante.

A Psicologia tradicional sempre definiu aprendizagem como "modificação do comportamento resultante da experiência" (dependência passiva do meio ambiente). Isto pode ser verdadeiro para o rato (?), mas certamente não o é para a criança. Piaget inverteu a definição: "aprendizagem é a modificação da experiência resultante do comportamento" (relatividade da natureza e da cultura). Piaget mostrou que nosso espírito jamais copia a realidade: organiza-se e transforma-a.



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Jean Piaget dizia que o maior objetivo da educação era capacitar os homens de fazerem coisas novas em vez de repetir o que as gerações anteriores fizeram. Acho que isso resume minhas memórias da Chave, quando através de exercícios de lógica e raciocínio eu me via questionando o mundo e buscando meios de realizar meus sonhos. Aprendi a não ter medo do futuro nem dos erros, e criei uma fé inabalável por minhas convicções. Para mim, só restam saudades. Falar da Chave é falar "da aurora da minha vida, da minha infância querida. Que os anos não trazem mais!"

Bárbara Tigre Maia, 21 anos, Formanda de Relações
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