A Escola


O CENTRO EXPERIMENTAL E EDUCACIONAL JEAN PIAGET, que mantém a Escola “A Chave do Tamanho” , foi idealizado e realizado por Maria Elisabeth Santos de Oliveira Lima e sua família.

Começou como uma tarefa puramente familiar: tínhamos um know-how disponível que poderíamos oferecer às famílias que desejassem educar seus filhos de maneira diferente. Por que não fundarmos uma escola experimental? Há muitos estudávamos a obra de Piaget e tínhamos elementos para transformar suas teorias em pedagogia (o método psicogenético já estava, há muito tempo, nos livros do Professor Lauro de Oliveira Lima). Faltava apenas alguém com pulso, energia e coragem para criar uma empresa capaz de sustentar a experiência. Maria Elisabeth ofereceu-se para criar esta instituição. Fundou o Centro Experimental e Educacional Jean Piaget. Foi o Centro que deu infra-estrutura à experiência pedagógica e tranqüilidade para elaborarmos as atividades pedagógicas que correspondessem às concepções do grande epistemólogo suíço. Escrevemos a JEAN PIAGET dizendo a ele de nosso propósito e pedindo licença para fazermos a experiência em seu nome. Ele nos autorizou e assim nasceu “A Chave do Tamanho”.

Mas, uma coisa é a pedagogia e outra o emaranhado complexo de uma empresa no atual regime. Os teóricos, geralmente, fracassam precisamente, neste aspecto material: a empresa deve prover as necessidades dos que trabalham num determinado projeto. Se o governo, uma fundação, um mecenas se dispusessem a financiar a experiência... enorme massa de preocupações, angústias e ameaças seriam postas de lado. Mas, não poderíamos contar com isto: tínhamos que entrar dentro do próprio sistema e dele tirar os meios para levarmos adiante o projeto. Foi essa tarefa ingente que Maria Elisabeth tomou para si, sem deixar jamais de ser pedagoga (ela tinha pós-graduação em Orientação Educacional e as mães sabem quanto ela atuou nos momentos de crise e quando procurada pelos pais).

Seu desaparecimento é um imenso vácuo para todos os que participam do Centro Educacional Jean Piaget. Mas, estamos dispostos a continuar sua obra e transformá-la em permanente inspiradora de nosso trabalho. Ela fez da Escolinha “A Chave do Tamanho” mais do que uma escola: fez dela verdadeiro lar onde as crianças,professores e pais vivem felizes (só a felicidade conta, em última análise). Se essa escola vier a se transformar numa máquina sem alma, não será mais a “A Chave do Tamanho” de Maria Elisabeth Santos de Oliveira Lima.

Após seu falecimento, em 1980, assumiu a direção geral Ana Elisabeth Santos de Oliveira Lima, sua filha, que até então fazia a Coordenação Geral da Escola. Nesses muitos anos, o Centro passou por diversas modificações, sem no entanto alterar sua filosofia de desenvolver seus alunos a partir do Método Psicogenético. Adaptando-se às mudanças que ocorreram de maneira avassaladora na década de 1990, em virtude da globalização, firmou-se como um grande pólo de irradiação de conhecimento educacional, principalmente porque o mote vigente nos dias de hoje, “aprender a aprender”, sempre foi a linha mestra dos educadores que fazem a Escolinha “A Chave do Tamanho”.

Em plena era do conhecimento, numa sociedade da informação, nossos alunos vem encontrando o campo aberto para sua evolução plena, atuando nas mais diversas áreas com sucesso. São médicos, advogados, engenheiros, cineastas, atores, profissionais de tecnologia da informação, etc.

Além de suas atividades pedagógicas, o Centro mantém uma produção científica contínua. O Professor Lauro de Oliveira Lima tem lançado diversos títulos inéditos, como “Piaget: Sugestões aos Educadores” (Vozes), “Para que servem as Escolas” (Vozes) e está finalizando o relançamento de “Dinâmica de Grupo”. Nesse meio tempo, foram feitos três congressos internacionais de Educação Piagetiana (1980, 1982 e 1996), e está em fase de montagem o 3º Congresso Brasileiro Piagetiano e 4º Congresso Internacional de Educação Piagetiana, com previsão de ocorrência para setembro de 2005.

Em Setembro de 2002, foi finalizado o projeto multimídia que gerou o CD “Piaget: Sugestões aos Educadores”, disponível nesse site para compra (clique aqui para saber mais). Ainda para esse ano, está previsto o lançamento do CD “Uma Escola Piagetiana”, em comemoração aos 30 anos da fundação do Centro.

Consolidando sua estrutura física, fizemos a mudança do antigo endereço, na Travessa Madre Jacinta 18, para a sede própria do Centro, na rua Salvador de Mesquita n° 103 no Recreio dos Bandeirantes.

A Chave do Tamanho foi a minha primeira escola. Quando entrei, eu nem sabia andar ainda e lá fiquei até os sete anos de idade. Morei em Salvador durante dois anos, 1989 – 1990, e, em 1991, voltei para fazer meu último ano. Foi a única escola cujas professoras estavam mais preocupadas com o caminho até as respostas do que com o resultado final. Foi lá que eu percebi, na verdade eu percebo isso melhor hoje, que o mais importante não é o resultado, mas como chegamos até ele, como construímos nosso ser e nosso pensar desenvolvendo a nossa inteligência, nossas múltiplas inteligências na verdade. Na Chave era onde as professoras não me desmotivavam ou ficavam de “cara feia” pelo meu excesso de curiosidade. Ao contrário, me motivavam a pensar em uma mesma coisa de várias maneiras diferentes. Lá também fiz grandes amizades que tenho até hoje, professoras inesquecíveis que foram como segunda mãe como Arilza, por exemplo. Hoje, sou músico e professor de música. E nessa função de educador procuro motivar meus alunos da mesma maneira que fui motivado. Obrigado professor Lauro e toda sua família pelo que fizeram por mim e por tantos outros que pela Chave do Tamanho passaram. Deixo um grande beijo e um forte abraço a todos!

Gabriel dos Santos Macedo
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